┃PT┃Minha pesquisa investiga como organizamos a experiência por meio de narrativas espaciais. Trabalho com instalações multimídia, fotografia experimental e estruturas efêmeras que operam como campos de leitura. Interesso-me por territórios e por situações em que memória, dado e imaginação se reorganizam como paisagem.
Trabalho sobretudo com fotografia experimental, assemblagem, papel e mídias de baixo custo. Escolho materiais acessíveis porque eles permitem que a obra exista em trânsito, multiplicada, replicada, desviada, reenviada. Assim, meus trabalhos podem ocupar simultaneamente a galeria, a escola, a rua, as casas das pessoas e o ambiente digital. A circulação é parte da poética.
Sou uma pessoa com deficiência física, portadora da Síndrome de Marfan, e essa condição influencia diretamente a maneira como concebo os projetos. A acessibilidade aparece como princípio estrutural: desde o processo germinal das obras, penso em circulação, mobilidade e possibilidade de fruição por diferentes corpos.